“A PM, o 13 de maio e os amalequitas”.

 

      Nesta data há 47 anos, na quadra do CFAP – 31 de Voluntários da antiga PMEG (Polícia Militar do Estado da Guanabara), hoje PMERJ, depois de devidamente aprovado em concurso público (vestibular de direito) e cursando o 3º mês do Curso de Oficiais e das Ciências Jurídicas, aos 18 anos de idade, este signatário e mais 77 jovens, com idades entre 18 e 23 anos, recebemos o “Espadim de Tiradentes”, símbolo de Idealismo e Destemor, em concorridíssima solenidade cívico militar, que se repete anualmente, em tradição profissional.

 

      Este evento simbolizou, inspirou e motivou significativamente, gerações de jovens policiais militares, que tiveram a honra de participar da efeméride, que também celebra o ducentésimo sétimo (207º) aniversário da criação por D. João VI, das polícias militares brasileiras, eis que denominadas no Decreto Real “Divisão Militar da Guarda Real de Polícia”. E o reinado era para todo o Brasil colônia, à época.

 

      A entrega de espadins, remonta à criação da Escola de Oficiais, na década de 40 (final) e vem marcando a vida da Corporação e de sua Oficialidade, em importantíssimo marco cultural e institucional da PM, até mesmo, por tudo aquilo que a excelência do nome dado ao espadim representa à nacionalidade e às forças públicas estaduais.

 

      Agora pasmem, pacientíssimos leitores, o que os atuais gestores aprontaram, para se juntar ao caminhão de mediocridades dos últimos anos: Neste 13 de maio de 2016 não houve a cerimônia de entrega dos espadins aos novos cadetes, não há novos cadetes, não há renovação possível aos quadros PM, querem apagar o sol!

 

      A Academia D. João VI, que deveria se chamar da Ordem Pública (pelo mandamus constitucional), emudeceu, foi castrada e vilipendiada, nossa Banda de Música não entoou os acordes e hinos da Incorporação e da Desincorporação à Tropa da Bandeira Nacional, não tocou o Hino Nacional, não tocou a canção do Policial Militar e a da PM e os jovens cadetes não bradarem com plano vigor:

 

      “Recebo o Espadim de Tiradentes, símbolo de idealismo e destemor!”

 

      Os áulicos em comando, sem ideal e com medo até de Vereador eleito no menor município piauiense (sem denodo, apenas pelo nº de eleitores), entubaram nossa Escola, conduziram-na ao cemitério, no dia de sua efeméride, em lambança secular!

 

       Por isto, nesta humilde assertiva de um soldado que honra até hoje seu  ESPADIM DE TIRADENTES, símbolo de idealismo e destemor, formalizada na Espada do guerreiro, cujas madrinhas estão eternizadas, pretende, mesmo com pouca religião, sem medo de nada e com o ideal à flor da pele, evocar nosso DEUS PAI, que na descrição bíblica do Antigo Testamento, no livro de SAMUEL, ordenou com todas as letras e sem meias palavras, como descreve o jornalista JOÃO MAUAD em artigo no jornal, a eliminação do povo amalequita:

 

       “Destrói totalmente tudo que eles têm, não os poupe” diz a SAUL, através do profeta SAMUEL: “ Matarás homens e mulheres, meninos, crianças e bebês, bois e ovelhas, camelos e jumentos, sendo certo que SAUL cometeu o pecado de não cumprir exatamente aquela ordem e o Senhor Deus retirou dele o reino (está na Bíblia Sagrada).

 

       Em paródia, na emoção do amor pela Corporação policial militar, invocamos ao Supremo Senhor que considere amalequitas todos os responsáveis por este inominável ato de traição e agressão a uma história gloriosa de uma fantástica instituição pública que é assassinar o 13 de maio, com certeza integrantes das cúpulas da Polícia Militar e da Segurança Pública, e lave a alma de um vocacionado, determinando-lhe como a SAUL através de SAMUEL que justice estes canalhazes juramentados. Está esperando pacientemente, pois tem certeza que são muito mais nocivos que os amalequitas.

 

        Valha-nos DEUS!

 

Paulo Afonso Cunha.

 

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